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quarta-feira, 15 de julho de 2015

A incrível criança que quer lavar minhas costas

Vi no feriado último a chance máxima de férias com a Clara. E com o Lucas, mas, bem, o Lucas está sempre de férias nestes seus sete meses - a novidade era para a primogênita.

E então eu sentei no chão. E nós brincamos de escolinha, por escolha dela. Lá pelas tantas tinha a história do pão do Seu Zé Rico - toca a mãe a achar uma receita que parecesse, a gente faz e toma café. Ela ajudando. Tá frio, tomara que o pão cresça. Tomamos café, no fim das contas. O Lucas no meu colo, sorridente.

- Ele é meu colega? Tá na minha sala?

- Tá.

- Mas na minha sala não tem bebê.

- Mas na sala da Tia Anita tem.

Esse era o combinado. Eu não era a mãe, mas também não podia ser a Tia Fê, da escola. Nem o Lucas podia ter nome de amiguinho. Então Filipe, o príncipe da Bela Adormecida. E ela me mostrou que sabe contar mas tem preguiça - adivinhar é muito mais gostoso! - e que tem uma criatividade linda - "cola esse, eu vou fazer as janelas de canetinha".

E empinamos pipa, brincamos no parque. Ela dormiu no meu colo, cansada. E passeamos. E ela foi criança e eu fui um pouco também, e até o Lucas que é bebê teve um vislumbre de como é ser criança para sê-lo em breve.

No outro dia de manhã, levantou e veio atrás de mim, no banho:

- Mamãe, também quero tomar banho! Abaixa aqui, deixa eu lavar as suas costas, que você não alcança...

Tantas coisas, Ana, que se não fosse por você, eu jamais alcançaria. Fico pensando onde você e seu irmão vão me levar, juntos.

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